terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

PARA LEMBRAR DO SAUDOSO MIGUEL ARCANJO TERRA


1.
Assim era Francisco Ribeiro, o padre Chico: Domingo.
Missa das onze e meia. Era um tempo em que se rezava missa às onze e meia. Tempo, também, em que havia jogos do Campeonato Paulista no mesmo horário.
Padre Chico dizia brincando que a batina preta e a bata branca eram seu uniforme de corintiano. 
Ele estava no altar, ansioso. O Corintians e o São Paulo jogavam no Pacaembu e ele deixara um rádio ligado bem baixinho na sacristia. Queria ouvir lá do altar a transmissão do jogo, pela Rádio Record. 
O locutor Geraldo José de Almeida anunciou:
--- Vai começar a partida!!! Apita o juiz!!!
Padre Chico no altar:
--- In nómine Patris et Filli et Spirictus Sancti!
Um ouvido para Deus, outro para o rádio na sacristia:
--- Baltazar passa para Luisinho, que atrasa para Roberto, na intermediária! A torcida do Corintians toma a maior parte do Pacaembu!
Padre Chico no altar: 
--- Amén!!! 
Rádio na sacristia:
---Cláudio avança pela direita, passa pelo zagueiro Noronha do São Paulo! Baltazar, o Cabecinha de Ouro, espera o cruzamento!
Padre Chico no altar: 
--- Gratia Dómini nostri Jesu Christi!
Rádio na sacristia: 
--- Baltazar mata no peito, baixa na terra ...
Padre Chico no altar:
--- Jesu Christi!!!
Rádio na sacristia:
--- E chuta para fora! Perde gol feito! 
Padre Chico, no altar, bate no peito: 
---Mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa!
Rádio na sacristia: 
--- São Paulo no contra-ataque! 
Padre Chico no altar:
--- Oremus!!!
Rádio na sacristia:
--- Bauer estica na esquerda para Teixeirinha! Defesa do Corintians aberta!
Padre Chico no altar: 
--- Oremus!!! Oremus!!!
Rádio na sacristia: 
--- Idário salva o Corintians e manda a bola para escanteio!
Padre Chico no altar: 
--- Glória!!! Glória!!! Glória in excelsis Deo!
Rádio na Sacristia: 
---Sensacional! Sensacional! Ataque fulminante do Corintians, cabeçada de Baltazar e goooollll!!! Salta o Cabecinha, 1 a 0 no placar!!!
Padre Chico se esquece que está no altar: 
---Gol!!! ( E disfarça em seguida: Golus!!! Golus!!! Sanctus! Sanctus! Dóminus Deus! Jesu Christi!!!)
Conego Francisco Ribeiro. Padre Chico. Dia 29 de agosto vai ser comemorado o centenário de seu nascimento. Ele veio de Sorocaba em 1.947 e virou um são-miguelense de coração generoso. Só para lembrar: o dinheiro que recebeu de uma herança da família ele doou para a Santa Casa.
E quando a Santa Casa passou por dificuldades, leiloou seu anel de conego, feito de ouro e marfim, em benefício da instituição. 
Antes de padre Chico, os mortos de famílias pobres eram levados em redes até o cemitério. Alguns caíam pelo caminho. Padre Chico passou a doar caixões e as redes dos pobres ficaram em casa para vivo dormir. 
O ginásio de São Miguel Arcanjo tem uma boa mão de padre Chico. Enfim, como diz meu amigo Orlando Leme Pinheiro, padre Chico, mais do que tudo, era um dos nossos. 
Está lá em cima, no time de São Jorge. 
E como são-paulino, eu posso dizer, que ele é o único corintiano que foi pro céu. 
O resto continua no purgatório. 

2.
Padre Chico no confessionário:
--- Muito bem, meu filho. Você não cometeu nenhum pecado. Deus o abençoe. Mas, me diga uma coisa: pra que time você torce?
--- Palmeiras.
--- Ah, meu filho, que pecado!!! Ajoelhe-se em frente do altar, reze cinco Ave-Maria e que Deus o perdoe.

3.
Dona Elvira era a cantora de voz mais ardida no coro da Igreja que Padre Chico organizou assim que chegou à paróquia. Ele não aguentava mais, tinha arrepios, mas se dispensasse dona Elvira, ela ficaria ofendida, o marido também. Deu um jeito assim:
--- Dona Elvira, de hoje em diante a senhora canta de boca fechada.
Todo o coro cantava de boca aberta: Ave, Ave, Ave Maria.
E dona Elvira: Hum, Hum, Hum, Hum, Hum, Hum.

Postado por MIGUEL ARCANJO TERRA 
terça-feira, 11 de agosto de 2009.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

QUE O NATAL TRAGA PAZ, AMOR, SAÚDE E FÉ PARA OS MEUS AMIGOS

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Zaqueu O. Silva Zaqueu O. Silva 
Marisa AP. Ramos
Júlia França
Marcia Craveiro
jose braz
nilze martins
Luiz Antonio de Proença
Thays Batista
mariareginavs
Dani

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

ASCENDINO VIEIRA e ALAYDE DE CASTRO FERNANDES

Ascendino José Vieira (1916 - 1972), também conhecido por Alcides, filho de Emílio Honório Vieira e de Floriza Maria Vieira. 
Nasceu no dia 20 de abril de 1916. 
Foi batizado no dia 6 de julho de 1916 na igreja de São Miguel, São Miguel Arcanjo, SP e foram seus padrinhos Francisco Rodrigues de Jesus e Maria Antonia do Nascimento, avó materna. 

Batismo de Ascendino José 

Faleceu em 29 de maio de 1972 aos 56 anos. 
Alayde de Castro Fernandes, ou Alayde Aparecida Fernandes, como encontrado em pesquisas. 
Casou-se com Ascendino José Vieira. 
Tiveram os filhos: 
Vera Regina Vieira; 
Ana Maria Vieira; 
Maria Tereza Vieira; e 
Emílio Henrique Vieira. 
Acontecimentos: 
1916 - nascimento de Ascendino José. 
1916 - batismo de Ascendino José.[1] 
1972 - falecimento de Ascendino José. 

Fontes:
Informações gentilmente cedidas por Emílio Henrique Vieira.
1916 - 1918: [1] IMG 008 do livro de batismos da Igreja de São Miguel de São Miguel Arcanjo, SP.
Livro pesquisado através do familysearch.
Livro de sepultamentos do cemitério São João Batista de Itapetininga, SP.
Data da publicação: 21 de fevereiro de 2013.
Data da atualização: 30 de julho de 2015.

In Raízes e Folhas

O PATRONO PROFESSOR JOSÉ GOMIDE DE CASTRO


 

DECRETO N. 14.156, DE 30 DE AGOSTO DE 1944
Dá a denominação de "JOSÉ GOMIDE DE CASTRO", ao Grupo Escolar de São Miguel Arcanjo.
O INTERVENTOR FEDERAL NO ESTADO DE SÃO PAULO, usando das atribuições que a lei lhe confere,
DECRETA:
Artigo 1.° - O Grupo Escolar de São Miguel Arcanjo, passa a denominar-se Grupo Escolar "JOSÉ GOMIDE DE CASTRO".
Artigo 2.° - Este decreto entrará em vigor na data de sua publicação.
Palácio do Governo do Estado de São Paulo, 30 de agosto de 1944.
FERNANDO COSTA
Sebastião Nogueira de Lima
Publicado na Secretaria da Interventoria Federal, em 30 de agosto de 1944.
Victor Caruso - Diretor Geral.


 
 
De acordo com o site GeneaMinas, era casado com a professora Rubina de Oliveira, nascida em São Roque, filha do Alferes Antônio Guedes de Oliveira e Corina Eugênia de Oliveira, professora no tempo do Brasil império.
O casal só teve um filho, Xenofonte Strabão de Castro, que se casou com Ruth de Figueiredo e com ela teve dois filhos: Márcio e Marilda Figueiredo de Castro.
O filho Xenofonte também foi professor e tem seu nome eternizado numa escola em São José dos Campos/sp. 
Em São Roque existe uma rua com o nome de José Gomide de Castro.

ANTONIO VIEIRA FILHO LECIONOU NO RIO ACIMA

05/08/1956, PÁGINA 56 Edição Nacional
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BERNARDES JÚNIOR NO "ESTADÃO"

03/05/1960, PÁGINA 16 Edição Nacional
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08/03/1958, PÁGINA 20 Edição Nacional
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13/02/1940, PÁGINA 4 Edição Nacional
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01/06/1960, PÁGINA 24 Edição Nacional
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  • PÁGINA 3
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  • 01/06/1960, PÁGINA 24 Edição Nacional
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  • 14/03/1982, DOMINGO, PÁGINA 2 Edição Nacional
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    16/07/1911, PÁGINA 7 Edição Nacional
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