terça-feira, 17 de março de 2015

ACERCA DE UMA GAROTA CHAMADA NARCIZA DA SILVA

Das páginas do extinto jornal "A Razão", de São Miguel Arcanjo, o caso de uma garota de menor, tendo como título 

{ UM CASO A ESCLARECER:

Fomos informados, em princípios do corrente, de que a menor Narciza da Silva, filha ilegítima do falecido Ignácio José da Silva, vulgarmente conhecido pela alcunha de Ignácio Barbeiro, fora expulsa da casa do senhor José Piedade onde morou por alguns anos, sendo levada para casa de sua mãe, que vive amasiada no Bairro do Taquaral, município de Capão Bonito.
Dias depois, alarmantes notícias sobre a honorabilidade da referida órfã correram pela cidade, dentre elas, destacando-se a de que sua mãe, não podendo tê-la em sua companhia, a havia trazido para cá, a fim de entregá-la à polícia.
Entretanto, tal fato, isto é, o fato da entrega à polícia não se deu, tendo apenas sido esta informada de que a menor desejava residir em Itapetininga.
No dia seguinte, de fato, foi ela remetida para aquela cidade, ignorando-se atualmente o seu paradeiro.
Tratando-se de boatos alarmantes, que muito depõem contra a honorabilidade de uma menor órfã e pobre, levamos o fato ao conhecimento do digno Dr. Curador de Órfãos da Comarca, a fim de se fazer investigações sérias sobre o caso, pois somos de parecer tratar-se de alguma calúnia levantada grosseiramente contra a referida menor que, sem o necessário corretivo da justiça para esclarecimento da verdade, ficará para sempre prejudicada em sua reputação que, até há bem pouco tempo, era considerada ilesa. 
Esperamos, portanto, que a justiça esclareça o enigma, descobrindo o paradeiro de Narciza, bem como o motivo porque tem ela andado de Herodes a Pilatos, isto é, daqui para Taquaral, de Taquaral para aqui e daqui para Itapetininga, dentro de poucos dias.
Voltaremos ao assunto, se preciso for.}

OBS: o referido jornal faz parte do acervo de Luiza Válio.

NA RUA DO GUAPÉ, NÚMERO 9, FICAVA A "CASA SYRIA", DE NAGIB SALIM


































Recorte do extinto jornal "A RAZÃO", de 1923.

1923: SETENÁRIO EM LOUVOR AO PADROEIRO DA CIDADE


































O termo setenário era utilizado porque as festas comemorativas ao padroeiro São Miguel duravam sete dias.
O recorte é do extinto jornal "A RAZÃO", edição do dia 27 de setembro de 1923, que tinha como Diretor o Major Luiz Válio e como Gerente, Mário de Medeiros.
Do acervo de Luiza Válio.