sábado, 14 de março de 2015

16a. FESTA DA UVA


Fotos de Cláudio Rostelato para o jornal O Estado de São Paulo que fez reportagem sobre as uvas da cidade em 29 de março de 2000.
























Primeira foto: Roberto Furuya, agrônomo e produtor local.
Última foto: o produtor Francisco Yamashita.

CANDIDATAS À RAINHA DA FESTA DA UVA: 2001


MIGUEL NOGUEIRA, QUE DÁ NOME A VIADUTO EM ITAPETININGA, É NETO DO TENENTE URIAS




















PROJETO DE LEI Nº 612, DE 2005

Dá denominação à Passarela localizada no Km 157,5, da Rodovia Raposo Tavares - SP 270, em Itapetininga e dá outras providências 
A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO DECRETA: 

Artigo 1º - Passa a denominar-se "Miguel Nogueira", a Passarela localizada no Km 157,5, da Rodovia Raposo Tavares - SP 270, em Itapetininga. 
Artigo 2º - Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, ficando revogada a Lei nº 10.971, de 04 de dezembro de 2001. 

JUSTIFICATIVA:

Filho do casal Brazilio Emydio Nogueira e Sra. Isabel Froes Nogueira, Miguel Nogueira nasceu em Itapetininga, em 26 de novembro de 1909. 
 Casou-se com a Sra. Sebastiana Nogueira, com a qual teve dois filhos (José Benedito Nogueira e Maria do Rosário Nogueira) e quatro netos (Renato Augusto, Antônio, Eduardo e Rosângela). Nosso homenageado era comerciante. 
A família Nogueira tem tradição na Região de Itapetininga, pois o Tenente Urias Nogueira, avô do Sr. Miguel, fundou a cidade de São Miguel Arcanjo/SP, vizinha da cidade de Itapetininga. Miguel Nogueira foi soldado, pois participou da Revolução Constitucionalista de 1932. 
Foi membro atuante da Sociedade São Vicente de Paula, da Irmandade do Santíssimo Sacramento da Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, da Vila de São José, onde residiu por muito tempo. 
Enfim, fez um excelente trabalho junto à comunidade. 
Faleceu em 26 de novembro de 1997, deixando saudade e eternos exemplos de dedicação, dignidade, solidariedade, honestidade, amor ao próximo, etc. 
Nada mais justo que homenagear esse notável filho de Itapetininga, que viveu de maneira tão nobre. 
Assim, notória está a relevância da presente homenagem. Devemos ressaltar que o Sr. Miguel Nogueira já foi por nós homenageado, através do nosso Projeto de Lei nº 649/2000, que foi aprovado, originando a Lei nº 10.971, de 04/12/2001, denominando o viaduto localizado no Km 146, da Rodovia Antonio Romano - SP 127, em Itapetininga. 
Ocorre que desconhecíamos a existência do Projeto de Lei nº 231/2000, que denominava de " Orlando Giriboni" o mesmo viaduto, de autoria da nobre deputada Maria do Carmo Piunti, que foi aprovado em 19/09/2000, dando origem à Lei nº 10.654/2000. 
Com a aprovação de nossa Lei, ficou prejudicada a Lei anterior e, assim, prevaleceu a homenagem que prestamos ao saudoso Miguel Nogueira. 
Entretanto, não reconhecemos como correto prejudicar a homenagem posterior, ao saudoso Orlando Giriboni, igualmente digno de nosso respeito e admiração. 
Levando-se em consideração que tal fato se deu independente de nossa vontade pois, como já mencionamos, desconhecíamos a existência do Projeto de Lei nº 231/2000 e posterior lei aprovada, entendemos que a melhor maneira de corrigir tal situação é, através da presente propositura, revogar nossa lei e, prestar nova homenagem ao nosso querido Miguel Nogueira. Em razão do exposto, é que este Parlamentar apresenta a presente proposição, a qual, ao nosso ver, está plenamente justificada, e que certamente encontrará acolhida por parte de nossos pares. 
Sala das Sessões, em 8/9/2005 
a) Caldini Crespo - PFL 

QUEM SE LEMBRA DESTE MONUMENTO?



LEMBRANÇA DA PRIMEIRA COMUNHÃO DE VITORINO FRANÇA


quarta-feira, 4 de março de 2015

FRANCISCO VÁLIO, NOME DE AVENIDA EM ITAPETININGA, É NATURAL DE SÃO MIGUEL ARCANJO


Todavia, não foi na cidade em que nasceu que Francisco Válio deixou sua história.
Ao menos para valorizar um são-miguelense que criou asas e foi respeitadíssimo em toda a região, transcrevemos a trajetória de um homem simples, porém, cônscio como ninguém de suas responsabilidades como cidadão, tomando por base a revista da Associação Comercial de Itapetininga, ano de 2003, página 28, entidade da qual foi co-fundador.
 
Francisco Valio foi v
ereador, prefeito da Câmara Municipal de Pilar em 1911, e p
residente da Associação Comercial de Itapetininga (fundada em 09/07/1933), no mandato 1938-1939.

------"Chico não conhecia disciplinas incompatíveis nem exercícios opostos separados por divisórias intransponíveis. Graças ao seu talento, ao ecletismo de seu espírito, como intelectual, como professor, como profundo conhecedor das ciências exatas, como orador da palavra fácil e pensamento elevado, como gerente de uma casa bancária, como católico praticante, como filantropo que exercia a caridade sem reclamo ou ostentação, como político e, em sua delicada sensibilidade artística, como exímio cultor da música, o professor Francisco Válio foi o homem dos sete instrumentos mas sem os inumeráveis desastres que andam junto com a mediocridade".

Essa é uma parte do discurso do professor Jair Barth na homenagem da Associação Comercial ao sócio benemérito em 8 de junho de 1946, que, entre outras coisas, tece uma pequena biografia do homem.
Filho de Elias Válio e Maria Imaculada Ginesi Válio, "Chico" Válio nasceu em São Miguel Arcanjo no dia 8 de junho de 1888.
Ainda jovem, mudou-se para Pilar do Sul onde exerceu a função de viajante da conhecida empresa comercial Scarpa de Sorocaba. Depois, como um novo bandeirante, embrenhou-se sertão adentro dirigindo uma turma de trabalhadores que implantavam os postes de linha telegráfica.
Aos 21 anos, casou-se com Maria Eugênia Válio, com quem teve os filhos: Hilda, Zilda, Aparecida, Benedito, Benedita, Maria dos Prazeres, José, Celso, Elias, João, Maria Therezinha, Maria de Lourdes, Maria dos Prazeres II e Maria Imaculada; sete deles morreram pequenos.
Em 1920 enveredou para Itapetininga onde confirmou seu conhecimento autodidata na tradicional escola "Peixoto Gomide" e foi buscar novos rumos para a vida.
 
Trabalhou como colaborador na casa atacadista Irmãos Duarte, foi bancário como contador e gerente do Banco Agrícola e Cooperativa de Crédito de Itapetininga.
Foi fundador, vice-diretor e professor da Escola Técnica de Comércio e do Ginásio de Itapetininga. 
Esteve presente nos principais momentos da história local, como destaque para os primeiros encontros que resultaram na fundação da Associação Comercial, no ano de 1933. 
Foi presidente da entidade no ano de 1938 e exerceu vários cargos em diversas diretorias. 
Faleceu no dia 1º de maio de 1946.



Mais informações sobre a família Válio em: