sábado, 30 de junho de 2012

A MODA DAS MOCINHAS DA CIDADE.



Década de 30.
As amigas Conceição, Edite e Cida Alvarenga.
Foto do nosso arquivo.

LEMBRANÇA DAS MISSÕES





Os padres missionários que estiveram pregando em São Miguel Arcanjo de 12 a 22 de fevereiro de 1.959 chamavam-se Padre José Maria de Jesus, Padre Ildefonso e Padre Lucas da Costa. Na foto pode-se ver o Cônego Francisco Ribeiro, o maestro Joaquim Ortiz de Camargo e toda a população cristã que auxiliou no traslado da cruz até os altos da cidade, nas proximidades do Hotel Murakami, onde ficava o antigo Cruzeiro.
Ao fundo - da primeira foto - a barraquinha do lado esquerdo da Igreja Matriz, onde se faziam as grandes e saudosas quermesses. 


O programa da festa:


Fotos do nosso arquivo. 


sexta-feira, 29 de junho de 2012

UMA ESCRITURA DE 1.922.






Livro de Notas no. 24
1º. Traslado – 2ª. Via                 fls.118 a 119
Escritura pública de permuta de terrenos que entre si fazem Antonio Terra e Luiz Válio e sua mulher, como abaixo se declara: SAIBAM quantos esta virem que aos vinte dias do mês de setembro de mil novecentos e vinte e dois, nesta cidade de São Miguel Arcanjo, em meu cartório compareceram presentes: de uma parte como outorgante permutante o cidadão Antonio Terra, negociante, domiciliado  nesta cidade de São Miguel Arcanjo e de outra parte como segundo permutantes, o cidadão Luiz Valio e sua mulher dona Cyrilla Nogueira Valio, proprietários domiciliados nesta mesma cidade, estas e aquela pessoas reconhecidas de mim Tabelião pela lei; pelos próprios de que trato, dou fé, e das testemunhas adiante nomeadas e assinadas, perante as quais, pelo primeiro outorgante permutante cidadão Antonio Terra, me foi declarado que, sendo senhor e possuidor de um terreno situado no lugar denominado “Volta Grande” em comum com o segundo permutantes e que houve por compra feita a Cypriano Francisco da Costa, tendo as divisas seguintes: Começando no valo do lado direito de quem vai ao bairro do Turvinho, desce por ele até uma grota, e, por esta abaixo até a sua barra no "Córrego do Barreiro”, sobe por este até a sua cabeceira na referida estrada até ao “portão dos pretos” dividindo até aqui com terras do segundo permutantes, deste ponto segue por uma cerca de arame dividindo com os ditos pretos até onde ela imbica no "Córrego do Sapezeiro", e, por este acima até a barra de uma grota, por esta acima, dividindo com terras do primeiro permutante até encontrar uma cerca de arame pela qual segue até encontrar um valo, e por esta até a estrada do bairro do Turvinho, onde teve começo a divisa, acha-se contratado com o segundo outorgantes permutantes para com eles permutá-lo, como efetivamente permutado tem, pelo terreno situado no lugar denominado "Sapezeiro", que houveram por herança de pai e sogro e este por compra feita ao Tenente Urias Emygdio Nogueira de Barros e sua mulher, cujo terreno tem as confrontações seguintes: Começando na cabeceira do "Córrego do Sapezeiro", desce por ele, dividindo com Pedro de Alcântara Ribeiro até uma barra de pequena água e daqui continuando pelo dito "Córrego do Sapezeiro", dividindo com ambos os permutantes, desce por ela até encontrar a cerca de arame do Narcizo, segue pela referida cerca de arame até ela imbicar numa outra cerca de arame da propriedade do primeiro permutante; segue por esta cerca de arame até pontear a cabeceira do "Córrego do Sapezeiro", e deste ponto, fazendo quadra, segue uma linha reta até a mesma cabeceira, onde começou a divisa, sendo cada um dos terrenos no valor de 1:000$000 (Um conto de reis). Então pelos segundos permutantes me foi dito perante as mesmas testemunhas, que na verdade se acham contratadas pelo primeiro outorgante permutante sobre a presente permuta ou troca, aceitando a presente escritura, e prometendo ambos reciprocamente, um aos outros, por si e seus sucessores, a fazer boa, firme e valiosa, a presente permuta ou troca, mutuamente obrigando-se a todo o tempo a responderem pela evicção transmitindo, um aos outros, todo o seu domínio, posse, direito e ações, nas cousas permutadas desde já, pela presente escritura e me apresentaram um selo federal, no valor de dois mil reis, que adiante vai aderido e inutilizado legalmente, e conhecimento de imposto de teor seguinte "Imposto de Transmissão Inter Vivos". No. 0044. Exercício de 1.922. R$ 7$700. A fls. 14 do Livro Caixa fica debitado o atual coletor Amaro Paulino da Silva pela quantia de 7$700, recebida de Antonio Terra, Luiz Válio e sua mulher; de taxa mínima adicional e respectiva transcrição, sobre 1:000$000 (Um conto de reis), preço por quanto permutaram entre si terrenos de igual valor, situados nos subúrbios desta cidade. Coletoria de Rendas do Estado de São Paulo, em São Miguel Arcanjo, 20 de setembro de 1.922. O Coletor Amaro Paulino da Silva. O Escrivão Roberto Santos Nogueira. Pelos outorgantes permutantes me foram exibidos os talões de recibo do imposto territorial, com os quais provaram nada deverem à Fazenda do Estado, sobre impostos dos terrenos. Assim convencionados, me pediram lhes lavrassem esta, a qual foi feita por mim Tabelião, perante as partes e testemunhas, foi aceita em tudo por aqueles que reciprocamente outorgaram e assinaram com as testemunhas cidadãos José Galvão, professor público domiciliado nesta cidade, e José Ibrahim, negociante domiciliado nesta cidade, reconhecidas reciprocamente das partes contratantes e de mim Tabelião que a escrevi, dou fé e assino. O Tabelião pela Lei José dos Santos Terra, Antonio Terra, Luiz Valio, Cyrilla Nogueira Valio, José Galvão, José Ibrahim. Estava colado e jegalmente inutilizado um selo federal no valor de dois mil reis. Trasladada na mesma data retro. Eu, José dos Santos Terra, Tabelião pela lei, que a escrevi, conferi, cumpri e assino em público e raso; e dou fé. Em testemunho da verdade.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

A COBERTURA DA IGREJA MATRIZ DE SÃO MIGUEL ARCANJO.

Realizou-se no dia 11 de dezembro de 1.948, a solenidade de cobertura da Igreja Matriz de São Miguel Arcanjo.
Às 7 horas, houve alvorada, com repiques de sino e queima de foguetes.
Num ambiente festivo, cerca de 20 pessoas, às quais se juntaram mais de 50 voluntários, sob a direção do construtor ADAMO MATINGOLI, foi dado início ao trabalho de cobertura do templo.
Em pouco mais de 3 horas de serviço foram cobertos 800 metros quadrados.
À tarde, foi servido um churrasco às pessoas que auxiliaram os trabalhos de cobertura.
Todas as solenidades foram abrilhantadas pela banda de música de São Miguel Arcanjo.
O padre Francisco Ribeiro distribuiu milhares de santinhos como estes alusivos à data.

PRIMEIROS AGENTES DO CORREIO.




Segundo apuramos, o primeiro agente do correio de São Miguel Arcanjo chamava-se Samuel Gomes da Silva, pelo menos até 1.886, quando então, a presidência da Província, por ato de 21 de agosto de 1.886, exonerou-o, a pedido, nomeando em substituição a senhora Olympia Augusta de Carvalho.
A foto acima é do site de Orlando Pinheiro, o qual supõe que neste imóvel funcionou, um dia, o correio local.

Fonte: Estadão de 22/08/1.886

quarta-feira, 27 de junho de 2012

ALGUNS ANTIGOS PROCURADORES DA PARÓQUIA DE SÃO MIGUEL ARCANJO.










clique sobre as imagens.


O CARTÓRIO DE REGISTRO


O primeiro Livro do Cartório de Registro foi aberto em 25 de agosto de 1.891. O Oficial Maior chamava-se João de Souza Amaral Gurgel.
A sede ficava na Rua Siqueira Campos.
A primeira pessoa registrada no livro no. 1 do Cartório de Registro de São Miguel chamava-se Misael Lopes, filho de Leopoldino Lopes de Oliveira e Theodora Maria, do Bairro Faxinal. 
Seu registro foi feito em 03 de setembro de 1.891. 
A segunda pessoa, registrada aos 03 de setembro, foi Zeferino Brisolla, nascido no dia 26 de agosto de 1.891, filho de Joaquim Leme Brisolla e Francisca Maria do Nascimento, do Bairro do Turvo; este menino era neto do Capitão Antonio Leme Brisolla e Maria Gertrudes Ferreira, pelo lado paterno, e de Felipe e Isabel Machado, pelo lado materno. Testemunharam: José Lauriano de Moraes, militar comandante do destacamento da Vila e Juvenal dos Santos Terra.
A terceira pessoa, Virgília Rodrigues de Aquino, era filha de Rafael Rodrigues de Aquino e Maria Ferreira Paulino, lavradores residentes no Bairro Turvo da Lagoa. Foram padrinhos da menina o Tenente Alfredo Olegário dos Santos Terra e sua esposa Maria José Nogueira Terra.
Depois vieram, registrados no mesmo ano: João Baptista Gouveia, Francelina Maria do Espírito Santo, Amélia Deolinda de Oliveira, Maximina Proença Brisolla, Maria Rita Vieira, Paulino, Miguel...
Foram primeiros escrivães: Luiz Válio, Pedro Galvão Nogueira, José Bonifácio Toledo, Arthur das Chagas Monteiro, José dos Santos Terra.
Esse José Bonifácio Toledo, antigamente, era quem preenchia as promissórias dos empréstimos feitos pelo ‘Turco’ Miguel Daniel às pessoas que necessitavam de dinheiro, cobrando juro de 1,5% ao mês. É que Miguel Daniel não sabia escrever português.
O primeiro livro de registros encerra-se em 22 de junho de 1.905.
No ano de 1.928, foi arbitrada em 3 contos de réis o Cartório de Paz e Alcindo dos Santos Terra, que já exercia a função, foi nomeado seu novo Escrivão. 
No ano de 1.943, o Cartório funcionava na Rua Júlio Prestes, lateral da igreja matriz.
O Juiz de Paz era Lindolfo Marques Valadão.