sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

BAIRRO DO RINCÃO.

O Rio Subaé, cuja nomenclatura nem os moradores conhecem, banha as terras mais férteis do Bairro do Rincão.
Consta que os primeiros eleitores do Bairro do Rincão, situado no município de São Miguel Arcanjo, foram:
Antonio Mariano de Oliveira Fróes, que contava 60 anos de idade quando foi cadastrado;
Antonio Lopes da Silva, com 25 anos;
Antonio Nunes de Oliveira, com 26 anos;
Caetano Nunes Vieira, com 45 anos;
Clementino Marques de Oliveira, com 31 anos;
Elias Gonçalves do Amaral, com 34 anos;
João Lopes Ferreira, com 73 anos;
José Nunes Vieira de Souza, com 48 anos;
José Alves Pereira, com 50 anos;
Isaias Nunes Vieira, com 28 anos;
Luis Gonçalves, com 35 anos.

(Esta lista foi localizada pela pesquisadora Luiza Valio em Itapetininga, na época em que o arquivo da Câmara de Vereadores se achava em organização sob coordenação de José Luiz Holtz, o "Grilo"). 
O Bairro fazia parte, naquela época (início de 1.880), do Décimo Quarteirão.
Nossa Senhora das Dores é a padroeira do Bairro que teve como primeiros moradores os Nunes Vieira ou Caetanos. 
A imagem da santa que enfeita a capela foi doada pelo Cônego Francisco Ribeiro.
Em 1.915, mais ou menos, um senhor morreu a caminho da roça; era o pai de Polecena Vaz. Uma cruz postada no caminho em homenagem ao falecido e onde o povo se reunia todo dia 03 de maio para rezar terços, fincar mastro com bandeira e até soltar fogos de artifício é que deu origem à primeira capela do bairro. Idealizada pelo Capelão Felício Machado em 1.939, foi imprescindível a ajuda do irmão Antonio Rafael e dos demais fiéis.
Com o tempo, a capela se tornou mínima, não acolhia mais todos os católicos do Bairro. 
No ano de 1.954, incentivado pelo padre Francisco Ribeiro, que chegou depois que o padre Humberto Ghizzi foi embora, um morador, Pedro Mariano Machado, decidiu tomar a frente de um movimento de arrecadação de incentivos para a construção de uma capela maior. 
Com a doação do terreno feita por Santino Machado no final da década de 50, já no dia 02 de outubro de 1.960 estava pronta e foi então inaugurada.
Os quadros da Via Sacra foram doados pelo padre Francisco Ribeiro. As rezas da Via Sacra foram ensinadas aos fiéis por João Quiles.
No mês de setembro de 1.984 realizou-se pela primeira vez a festa da padroeira do Bairro, Nossa Senhora das Dores, cuja imagem também fora presente do querido padre. Em 1.979 houve até crisma com a presença do Bispo de Sorocaba, Dom Amauri Castanho.
Foi nessa igreja que o padre Francisco Ribeiro rezou sua última missa na vida em 26 de fevereiro de 1.982, pois faleceu aos 03 de março de 1.982. 
No dia 05 de maio de 1.982, o Padre Paulo César Ferreira fez sua primeira missa na comunidade, ele que substituía o padre Francisco Ribeiro. Nomeada por ele, Inez Gonçalves foi encarregada de lavrar em ata a história da Comunidade, com testemunhos de José R. Alves, João R. Alves, Laurinda Maria, Elias Teodoro Cavalheiro, Joaquim Nascimento Nunes, Paulo Machado e Laurinda Demétrio Machado.
No ano de 1.984, no mês de setembro, realizou-se a primeira festa em homenagem à Santa Padroeira. 
No ano de 1.923, a escola do bairro funcionava numa sala alugada de José Ignácio Celestiano. Era a Escola Masculina do Bairro do Rincão e seu primeiro professor chamava-se Antonio do Amaral Arruda, conforme se insere do jornal "Tribuna Popular" de Itapetininga, edição de 14 de janeiro de 1.923.

UM CASO BEM CURIOSO
Um caso curioso do bairro diz que Vicente Demétrio, na década de 50, lançou-se como candidato a vereador. Só teve um voto e o povo questionava: seria o voto dele ou da esposa dele?

COMERCIANTES:
Teve lá um armazém de secos e molhados, o João Ferreira.
Também pagavam impostos no Bairro os senhores Wladimir Mariano de Campos e Roque Pinheiro como compradores de gado.
A economia local atualmente está baseada no eucalipto, no milho e na viticultura.

RELIGIÃO
No ano de 1.999, o Bairro recebeu a visita do Bispo Diocesano Dom Gorgônio.
No ano 2.000, os Ministros que trabalhavam na igreja eram Cláudio e Terezinha. As catequistas: Clara e Inez; Maria Joana era da Pastoral do Batismo e Antonia da Pastoral do Dízimo.

A ASSOCIAÇÃO
No ano de 2.002, alguns moradores se reuniram para montar a Associação de Moradores. 
Pessoas como Amador Ribeiro, Brás, Inês, Maria Joana, Elena, Rose,Vicente, Rubens, Lourdes, Antonio Carlos, Paulo Sérgio, Santino, Amadeu, etc. fizeram parte da mesma.
A Ata de fundação e os Estatutos da Associação foram confeccionados por Luiza Válio com apoio de Maria Perpétua Nogueira. 
No ano de 2.003, a entidade já aparecia na imprensa local mostrando sua autonomia e a plena cidadania, inclusive trabalhando em conjunto com a Prefeitura local na solução dos seus problemas. A Associação não foi em frente. Politiqueiros de plantão ceifaram-na. 
Cidadãos moradores no Bairro que merecem consideração: João Mariano Machado, Miguel e Vicente Ferreira, Nadir Ribeiro, Agenor Demétrio Gomes, João Martins Ferreira, José e João Rodrigues Alves, Laurinda Maria, Joaquina Nascimento Nunes, Paulo Machado, Laurinda Demétrio, Amadeu Nunes Vieira, Elias Teodoro Cavalheiro, João Ferreira, Geraldo de Almeida, Inês Gonçalves, José Teles Ferreira da Silva, Rozendo Pereira, Sidney Vieira, Gabriel Saturnino, Rosilda Domingues, Leandro Sampaio, Braz Cavalheiro, Marciano da Silva, Maria Joana Nunes Ferreira que, inclusive, fundou o Clube de Mães, num trabalho social maravilhoso, etc.

OS BÚFALOS
O Sítio Nossa Senhora Aparecida, de Amadeu Nunes Vieira, com área de 148 alqueires possui criação de búfalos. Seu filho, Amadeu Filho, é Técnico Agrícola desde 1.990. Casado, foi candidato a vereador em 1.996 sob no. 11.610, mas não foi eleito.

VIOLÊNCIA
Em maio de 2.002, meliantes levaram o trator de Vicente Ferreira. Faziam parte da quadrilha um tal de ‘Chicória’, residente no Haras Novo Mossoró, no Rio Acima; um tal de ‘Feio’, residente no Haras Boa Vista, em Abaitinga, Jairo Gomes, que era segurança no recinto de festas e salão de bailes no Turvinho, e um tal de ‘Naldinho’, residente na Chácara Primavera, no Rio Acima. No mês de março, lá já haviam roubado o trator de Jaime Fioreta.

ARTISTAS DO BAIRRO
Rincão foi berço do poeta João Mariano Machado, nascido lá em 1.938, que descobriu que era poeta aos 19 anos. 
Muitos dos seus poemas foram musicados pela dupla ‘Pé de Cedro e Zé das Flores’, artistas exclusivos da PRD-9 – Rádio Difusora de Itapetininga.
Zé das Flores era o apelido de Miguel Ferreira, que inclusive prefaciou o livreto de João,  ‘Viagem a Iguape - Romeiros e Milagres do Bom Jesus’, impresso pela Tipografia São Miguel, à Rua Governador Pedro de Toledo, 375, contando da história de uns romeiros que foram pagar promessas.
Desse livreto, uns versinhos:
"Três léguas já andadas,
e ainda na imensidão,
os nossos olhos enxergavam
lá bem longe no horizonte
o nosso querido Rincão’...
‘Com fé e sempre animado,
nóis ia cortando chão,
e às cinco horas da tarde
chegamos na Barra do Ribeirão,
só sentindo a doce saudade
do entardecer do Rincão..."

Leia abaixo a matéria de Luiza Válio sobre os artistas do bairro:



No mês de maio de 2.000, João Quirino Vieira enviou para o "Estadão" matéria que foi intitulada "Órfãos com sorte", e que o jornal publicou na seção Retratos Rurais, edição de 17.05.00, assim:
"Não foi a primeira vez que a filha de João Quirino Vieira, da Fazenda MG do Rincão, em São Miguel Arcanjo, "adotou" filhotes de javali. Conforme conta Vieira, a mãe dos animaizinhos morreu ao parir e sua filha, apelidada de Nega, passou a cuidar deles."
João Quirino mandou até foto da menina. 

REFERÊNCIA AO TRANSPORTE DE ALUNOS - 2002

 























GENTE DO BAIRRO - fotos do acervo de Luiza Válio- 2.002/2.003.































BAIRRO DO RETIRO


Situado a apenas doze quilômetros da sede do município de São Miguel Arcanjo, e bem próximo da Fazenda Estiva, o bairro tem Nossa Senhora de Fátima como a padroeira dos retirenses.

Antes, muito antes, chamava-se Retiro do Guarupis. 
Pessoa bastante conhecida que lá nasceu em 8 de setembro de 1.894, foi Benedito Nunes Ratto, filho do casal Roque e Roberta Nunes Ratto, que se casou com Francelina Ferreira com quem teve os filhos Elena, Benedita, Otacílio, José, Roque, Francisco, Maurina, Rute, Neuza, Aparecida, e foi um dos últimos tropeiros da região. Devoto de São Miguel, era esse Irmão do Santíssimo quem liderava o corte de palmeiras na comemoração da Semana Santa.
Também de lá, o casal Antonio Alves da Costa e Maria do Rozario, pais de João Alves dos Santos, todos eles lavradores. João Alves dos Santos nasceu em 1.890; viúvo, aos 41 anos de idade, casou-se com Maria José dos Santos, que era do Bairro da Santa Cruz, em 1.931.  

Nos anos 40 haviam muitas carvoarias no Bairro. 

Os proprietários dessas carvoarias eram: João de Almeida Monteiro, Virgílio Carlos Noronha, Juvenal de Souza, Jorge Alves Seabra, Antonio Gomes Fogaça, Reinaldo Fogaça e Isaltino A. Camargo.
Foram os irmãos Joaquim Nunes Vieira e Paulino quem construíram a primeira capela em terreno doado por Primo Nalesso. A imagem foi recebida das mãos do padre Francisco Ribeiro que no ano de 1.957 ali rezou a primeira missa.
Referida imagem já vinha peregrinando pelos bairros desde 1.950, tão logo o padre Francisco chegara à Paróquia. E fora prometida ao bairro que conseguisse a maior arrecadação para a nova Matriz da cidade, o que aconteceu graças aos esforços desmedidos dos irmãos Nunes Vieira.
Por diversos anos, a capelã Maria Augusta zelou da capela, só que acabou ficando doente e afastou-se do compromisso. 
A capela fechou-se temporariamente, até que em 1.979, através da neta Rosa, os fiéis retornaram aos cultos.
Pela lei 253, de 30 de junho de 1.962 foi criada a Escola Rural Municipal e o cargo de professor, com remuneração anual de 120 mil cruzeiros. 



No dia 25 de maio de 1.988, a imagem de Nossa Senhora Aparecida visitou o bairro e reanimou os católicos que decidiram construir uma capela maior para a comunidade que em 1.999 e 2.000 recebeu a visita de Dom Gorgônio, o Bispo.
José Gomes Fogaça teve lá seu botequim, pelo qual pagava impostos.
O convênio para a perenização asfáltica da estrada vicinal da sede do município para o bairro foi assinado em 12 de setembro de 1.991. 
O senhor Amadeu Nunes Vieira, agricultor e pecuarista, conhecido como Amadeu Caetano, tem lá o seu sítio "Nossa Senhora Aparecida", com uma área de 148 alqueires, onde, além de outras criações, também possui um rebanho de gado do gênero bubalus, quer dizer, búfalos. Aproximadamente 100 cabeças produziam no ano de 2.004, cerca de 160 litros de leite por dia, os quais eram entregues no laticínio de São Miguel Arcanjo. 
No ano de 2.004, alunos da Escola Rural "Joaquim Nunes Vieira" estiveram visitando o Asilo São Vicente de Paulo, na cidade, levando na bagagem alimentos, muita disposição, alegria, descontração e até fizeram algumas homenagens para os internos.
O jornal "A Hora" do dia 26 de junho de 2.004 noticiou o fato e publicou as fotos dos meninos. Para a posteridade.






O Bairro também foi notícia no ano de 2.006, quando lá se criou uma Biblioteca Comunitária.
Na revista "Acontece", a matéria. Clique sobre a imagem para ler.








NOTA POLICIAL
A Polícia Militar cumpriu mandado de prisão decretada em 21 de maio de 2.012, pela justiça de São Miguel Arcanjo, contra Vladimir Duarte de 29 anos.

Ele foi acusado e condenado a cumprir 7 anos de prisão, por infringir o artigo 214 do Código Penal (atentado violento ao pudor). Os policiais localizaram o sentenciado terça-feira à tarde (26/06), no Bairro Retiro, em São Miguel Arcanjo.

Vladimir foi levado para a Delegacia de Polícia da cidade. Posteriormente ele foi encaminhado para uma Cadeia da Região.
Fonte: 
Blog do Toni Silva.


BAIRRO DO POCINHO

Antigamente era chamado Bairro dos Pedricos, e por esse motivo tem como padroeiro São Pedro.
Localizado a 22 quilômetros da sede do município de São Miguel Arcanjo, em uma das suas áreas mais privilegiada, muito perto das divisas com o município de Capão Bonito, região que já detém asfaltamento em quase todas as suas vicinais, com estradas de terra bem conservadas, logo, logo, Pocinho encostará em seu vizinho Gramadão, bairro com quem faz divisa, juntamente com os bairros Turvo dos Hilários, Capão Rico e Turvo dos Almeidas.
Foi Abílio Pereira de Almeida que, no ano de 1.958, buscando satisfazer uma grande aspiração, resolveu lotear suas terras, cuja área se fazia ideal à formação concreta da sua nobre intenção, isto é, tornar seu bairro cada vez mais desenvolvido. A preço de banana, na época.
O terreno em que foi construída a capela de São Pedro, a praça e a escola foi por ele doado, independente de qualquer transação. 
No ano de 1.928, Antonieta Terra é quem lecionava para os meninos do Bairro. 
Outra professora que lecionou no bairro foi Leonice Santiago.
No dia 26 de agosto de 1.972, o Bispo Dom José Melhado de Campos visitou o Bairro.
Na década de 80, o artista mais famoso do Bairro chamava-se "Cigano".
Hoje, o bairro deve seu progresso e desenvolvimento também a famílias tais como: Markis, Tomazeto, Losk, Agoreta e Biachim, todas italianas e inclinadas a lavouras diversas, principalmente, hortifrutigranjeiros: uva Itália, Niagara e Rubi e a cultura do caqui e do maracujá.
As principais ruas do Bairro: Rua Pedro Nunes de Almeida, Rua Bento Júlio de Almeida, Rua Nestor Fogaça, Rua Emílio Francisco, Rua Cônego Francisco Ribeiro, Rua Vicente Bernardo e Rua Bento Manoel.
A foto a seguir é do imóvel onde funcionava o Posto de Saúde no Bairro.




NOTÍCIAS DE 1.989 NO JORNAL "A HORA":

Social
Os jovens do Pocinho estão preparando o VI Festival de Música Sertaneja e Popular do Bairro, que se realizará no próximo dia 20 de maio.
Os cantores - duplas ou não - que quiserem participar poderão fazer inscrição com um responsável no lugar onde se encontra o programa do festival ou com o Edmilson no Bairro do Pocinho até o dia 18 de maio. Para as inscrições deverá ser pago uma taxa de NC$ 2,00.

Aconteceu
No último dia 23 o encontro de jovens da Cojup- Comunidade de Jovens Unidos do Bairro do Pocinho - com os integrantes da Cojug - Comunidade de Jovens do Gramadão.
O encontro durou o dia todo e foi animado por 2 casais vindos de Sorocaba.
O tema foi: "O diálogo dos pais com os jovens".

Esporte
O time "Três Estrelas Futebol Clube", do Bairro do Pocinho, comunica aos dirigentes de outros clubes que já podem marcar jogos no bairro.
O campo de futebol que passou por uma recente reforma se encontra em ótimas condições.

Saúde
O Posto de Saúde local desde o dia 12 está atendendo senhoras que necessitam fazer o exame de prevenção do câncer.
Com isso, os agentes de saúde pensam em atingir um grande número de mulheres que por dificuldade de ir até a cidade adiaram o exame durante todo o ano.

Educação
Esse ano, a pré escola conta com uma professora que mora no Bairro.
É a professora Gislene C. M. Vieira.
A pré escola conta com 20 alunos.
Um dos mais queridos moradores do Bairro, Nelson Soares, que jamais poupou esforços para reivindicar, durante o ano de 1.990 perturbou a administração com reclamações sobre a existência de uma valeta muito profunda ocasionada por erosão na rua que dava acesso ao Bairro do Gramadão.
A valeta constituía perigo de ocasionar um acidente automobilístico ou mesmo a qualquer transeunte em noites escuras. 
Outra reclamação de Nelson era sobre o Posto Assistencial de Saúde que fechava na hora do almoço dos funcionários. 
Muitas pessoas ficavam ali na praça e nos bares dos arredores à espera da volta do almoço; havia muito atraso também. 
O Posto de Medicamentos do bairro foi comandado na década de 90 pelo ex-expedicionário José Expedito Machado, o popular Bem.
O bairro possui água encanada, energia elétrica, ruas bem traçadas, casas comerciais bem sortidas, bares e campo de esportes.
Há violência também como em todos os Bairros. Em 1.996, a viticultora Regiane Isabel Braz, proprietária do Sítio Cachoeira, foi enganada por pretensos compradores dos seus produtos.
No ano de 2.000, o bairro possuía 682 eleitores.

Religião
Igreja do bairro, num recorte de jornal - foto pertencente a Miguel França de Mattos.

 
















 













ESTUDANTES DO BAIRRO NUM PASSEIO MEMORÁVEL


Vale lembrar que o projeto de lei que denominou a escola do bairro com o nome de "Fermino Mendes da Silva", de número 0071 / 1986, foi executado pelo saudoso deputado Walter Mendes e se transformou na lei 5.305, de 18 de setembro de 1986.
Veja abaixo:
LEI N. 5.305, DE 18 DE SETEMBRO DE 1986
Dá a denominação de "Fermino Mendes da Silva" à Escola Estadual de 1.º Grau (Agrupada) do Bairro do Pocinho, em São Miguel Arcanjo. 
O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO:
Faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei: 
Artigo 1.º - Passa a denominar-se "Fermino Mendes da Silva" a Escola Estadual de 1.º Grau (Agrupada) do Bairro do Pocinho, em São Miguel Arcanjo. 
Artigo 2.º - Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação. 
Palácio dos Bandeirantes, 18 de setembro de 1986. 
FRANCO MONTORO 
José Aristodemo Pinotti
Secretário da Educação 
Luiz Carlos Bresser Pereira
Secretário do Governo 
Publicada na Assessoria Técnico-Legislativa, aos 18 de setembro de 1986.

NOTA POLICIAL DE 2.006. 
Do extinto jornal SMA NEWS. 


De 28 de setembro de 2006, recorte transcrito do extinto jornal "A Hora de São Miguel Arcanjo": trata-se do agradecimento feito por Nelson Soares, como representante do bairro, a candidatos às eleições pelo município de São Miguel Arcanjo. Assim:


No dia 30 de abril de 2.012, uma pessoa que na certa reside no Bairro, chamada Dani, enviou o seguinte e-mail para a administradora deste Blog:

" tá faltando muitas informações sobre os ilustres moradores do bairro do Pocinho, um lugar maravilhoso com muitas histórias e pessoas maravilhosas que cresceram junto com esse maravilhoso lugar. Pessoas para serem lembradas, são o Seu Cornélio (falecido) e a Dona Marina, que sempre pensaram nas melhorias que poderiam fazer no bairro". 

Resposta: A emitente não deu o sobrenome dessas pessoas e nem argumentou sobre as ações realizadas por elas. Também não se qualificou.

BAIRRO DO LAJEADO


No ano de 1.870, esse lugar era habitado por diversos bugres. Esses descendentes de índios conheciam a lenda da "Serra da Prata" que chegou até nós. 
Contavam que essa Serra ficava bem além do espigão divisor das águas. 
Era um morro cuja capa de terra não ultrapassava 30 centímetros; o resto era só prata, ou melhor, laje compacta de prata pura do melhor teor. 
Com essa Serra da Prata é que o Tenente Urias sonhou durante metade da sua vida e que se tornou também sua maior frustração.

Segundo os mais antigos, no Bairro havia duas bandas de música. Uma era do Francisco Galvão e a outra do Francisco Bumbeiro, o Chico, que era pai da Maria, esposa do negro Benedito Antonio de Souza que um dia se tornou o primeiro e até hoje único prefeito de cor em São Miguel.
Quando ambas se encontravam caminhavam através das picadas abertas no mato e, num determinado lugar, soltavam fogos e por ali permaneciam até o dia clarear Vinha gente de outros bairros só para ouvir a banda tocar.
Tinha posses por ali o tropeiro Ponciano Moraes.
No ano de 1.915, os moradores do Bairro, juntamente com os de Taquaral Abaixo reivindicavam a construção de um cemitério. Dentre esses moradores, estava o agricultor Francisco José Ribeiro, que faleceu no dia 7 de setembro de 1.923, deixando numerosa prole.
No ano de 1.953, o Bairro foi alvo de uma grande queimada, conforme foi noticiado pelo jornal "O Estado de São Paulo", em data de 30 de agosto de 1.953, no seguinte teor:

"Lavra, neste município, há cerca de 15 dias, incêndio de grandes proporções, tendo recrudescido de violência nestes últimos 3 dias, por ação do vento noroeste.
O incêndio foi provocado por queimadas e atingiu numerosas propriedades agrícolas, como Fazenda Agropecuária, Fazenda Balboni e matas do Lajeado, Justinada, Alegre, Turvinho, Facão, Capão Rico, etc.
Os prejuízos são consideráveis, pois nestes últimos 3 dias o fogo atingiu pastagens, casas de lavradores e carvoarias".

CAUSO : A  NÉVOA  

No tempo dos nossos avós, São Miguel Arcanjo era só uma vila habitada até por índios.
No Bairro do Lajeado, havia uma tribo que deve ter fugido para os sertões de Cananéia. Nos sertões que deram origem ao Bairro da Justinada, imperavam os jagunços que eram filhos de índios e assassinavam qualquer pessoa que adentrasse as posses dos seus patrões. Eram bem pagos para proteger essas terras Nos anos 70 houve queixa na Delegacia de Polícia de Piedade que um fulano de nome Cecílio surrupiava palmito de lá para comercializar na região. Dois Pms foram enviados para o local. E como não voltaram, vieram à tona fatos verídicos, de pessoas desaparecidas, como o Espanhol. Um grupo de sete policiais foi designado para as buscas.
Depois de muita andança, encontraram. Eles diziam ter-se perdido, pois havia uma névoa que os deixara atordoados e sem direção. Foram todos localizados. O Cecílio também, Mas os mistérios do sertão continuam e são desconcertantes.


BAIRRO DA JUSTINADA


Situado cerca de 20 quilômetros da sede do município de São Miguel Arcanjo, o Bairro da Justinada tem São Roque como seu santo protetor. 
Antigamente era chamado Bairro dos Justinos.
Terra de fandangueiros como o grupo organizado pelo Pedro Bento.
Morava lá o João Rodrigues casado com Joaquina Maria Francisca e pais de Virgílio Rodrigues, lavrador, que se casou com Roberta Rolim, filha de Antonio Rolim da Silva e Geraldina Holária do Espírito Santo. Virgílio nasceu em 1.912 e sua esposa em 1.913 lá mesmo. 
Em 1.897, os moradores requereram à Câmara Municipal de São Miguel que os lavradores se obrigassem a fechar seus terrenos para que os animais de criação pastassem à vontade.
Virgílio Carlos de Noronha teve lá um dos primeiros armazéns de secos e molhados. 
No ano de 1.923, Izabel Christina de Mello era professora na Escola Rural do Bairro, conforme consta do jornal "Tribuna Popular", de Itapetininga, edição de 23 de outubro de 1.923. Mas a Escola Mista Rural Municipal só foi criada pela lei 104, de 1.954.
Era tradicional no Bairro a realização da feira de palmitos, todos os domingos.
Quanto a esse acontecimento, nota-se nas correspondências entre o Major Luiz Válio, Diretor da Seção de Estatística da Câmara Municipal de São Miguel Arcanjo e Mário de Andrade, escritor e Diretor do Departamento de Cultura, presidente da SEF, que coletava material para o folclore nacional.
Pelo arquivo do SEF, vê-se que para lá foram enviadas duas fotografias que comprovavam a feira. 
Veja abaixo:
227. Ofício de Luiz Valio, Diretor da Seção de Estatística da Câmara Municipal, a Mário de Andrade, Diretor do Departamento de Cultura, Presidente da SEF, aceitando fiscalizar a zona compreendida entre S. Miguel Arcanjo, Pilar, Capão Bonito, inclusive o distrito de Guapiara. Enviará observações sobre a festa folclórica no bairro do Taquaral em 08 de dezembro, e os trabalhos de sua autoria publicados na imprensa local, para aproveitar a parte referente ao folclore regional. São Miguel Arcanjo, 09 de novembro de 1937. 2p. datil.; papel timbrado: Câmara Municipal São Miguel Arcanjo, Estado de São Paulo.
Anexos:
7 fotos em preto e branco assim descritas:
1) Rua Santa Cruz, início da Estrada de Rodagem Sete Barras, S. Miguel Arcanjo, Luiz Valio, medida: 6,3x4,4cm;
2) Feira dos palmitos aos Domingos - Bairro da “Justinada”, S. Miguel Arcanjo, Luiz Valio, medida: 5,6x4,5cm;
3) Fabricando o fumo de corda, Bairro do Sumidouro, S. Miguel Arcanjo, Luiz Valio, medida: 5,7x4,2cm;
4) Feira de palmitos aos Domingos - Bairro da “Justinada”, S. Miguel Arcanjo, Luiz Valio, medida: 6,7x4,6cm;
5) Bomba a gás na estrada da cidade vindo de São Paulo, S. Miguel Arcanjo, Luiz Valio, medida: 5,7x4,2cm



No ano de 1.953, o Bairro foi alvo de uma grande queimada, conforme foi noticiado pelo jornal "O Estado de São Paulo", em data de 30 de agosto de 1.953, no seguinte teor:

"Lavra, neste município, há cerca de 15 dias, incêndio de grandes proporções, tendo recrudescido de violência nestes últimos 3 dias, por ação do vento noroeste.
O incêndio foi provocado por queimadas e atingiu numerosas propriedades agrícolas, como Fazenda Agropecuária, Fazenda Balboni e matas do Lajeado, Justinada, Alegre, Turvinho, Facão, Capão Rico, etc.

Os prejuízos são consideráveis, pois nestes últimos 3 dias o fogo atingiu pastagens, casas de lavradores e carvoarias".

Na década de 60, Eduardo José Ribeiro e Narcizo José Ribeiro recolhiam impostos de seus armazéns. 

Suicídio no Bairro

No ano de 1.995, Miguel Nunes, com 26 anos, filho de Antonio Caetano Nunes e Cacilda Igina Pereira, residentes no Bairro, suicidou-se com uma espingarda: 3 projéteis de chumbo estavam alojados em seu crânio. 
Os motivos continuam ignorados até hoje.

Outro suicídio no Bairro

Aconteceu no dia 02 de agosto de 2.009, um domingo. O menor de 16 anos, D. S. V., solteiro, trabalhador braçal, natural do município e morador no Sítio São José, enforcou-se.
Segundo o BO: no local dos fatos segundo familiares da vítima, o mesmo estava desaparecido de sua residência desde o dia 01 de agosto, sendo que encontraram a vítima enforcada com uma corda amarrada em uma árvore. Segundo os familiares, a vítima fazia uso de remédio controlado e não sabiam informar o motivo do rapaz cometer o suicídio.

UM CAUSO: O Poço Maldito

Antigamente, quando uma pessoa estava desanimada da vida, pensava logo em atirar-se poço abaixo.
Era a maneira mais fácil de dizer adeus a um mundo mau, pois em toda casa havia um poço no quintal.
Assim, jogaram-se no poço de casa muitas mocinhas desenganadas pelos noivos.
Quando a Marlene desapareceu, o Bairro da Justinada em peso pôs-se a procurar a moça.
Todos os poços da família e dos parentes foram vasculhados.
Não havia nada.
O rapaz, antes namorado de Marlene, que havia viajado, abandonando a rapariga, de repente voltou para o Bairro com uma nova mulher a tiracolo.
Desde que ali chegou, a coitada não teve mais sossego.
Tudo o que comia, vomitava.
E, se bebia, vomitava também.
O marido administrava um sítio muito longe dali, permanecendo semanas fora de casa.
Impressionado com o estado da mulher, levou-a a um médico em Sorocaba, que a muito custo diagnosticou: ela estava engolindo cabelos.
Que cabelos?
O marido, meio desconfiado, resolveu mandar um rapaz sondar o poço de casa.
Lá no fundo, já apodrecido, encontraram o corpo de Marlene.
Ela havia se atirado para nunca mais sobreviver.
Só depois de umas duas décadas é que todos os poços da cidade foram desativados.

OUTRO CAUSO: A NÉVOA 

No tempo dos nossos avós, São Miguel era uma vila habitada por índios. 
No Bairro do Lajeado, havia uma tribo que deve ter fugido para os sertões de Cananéia. Nos sertões que deram origem ao Bairro da Justinada, imperavam os jagunços que eram filhos de índios e assassinavam qualquer pessoa que adentrasse as posses dos seus patrões. Eram bem pagos para proteger essas terras Nos anos 70 houve queixa na Delegacia de Polícia de Piedade que um fulano de nome Cecílio surrupiava palmito de lá para comercializar na região. Dois Pms foram enviados para o local. E como não voltaram, vieram à tona fatos verídicos, de pessoas desaparecidas, como o Espanhol. Um grupo de sete policiais foi designado para as buscas. 
Depois de muita andança, encontraram. Eles diziam ter-se perdido, pois havia uma névoa que os deixara atordoados e sem direção. Foram todos localizados. O Cecílio também. Mas os mistérios do sertão continuam e são desconcertantes.

(Fonte: "Causos e Conformes", volume I, da Associação Casa do Sertanista de São Miguel Arcanjo, Editora Trombetti, 2.010)

No ano de 2.000, havia no Bairro da Justinada, 156 eleitores.

UMA NOTICIA RECENTE:

14/05/2012 20h47
Polícia apreende palmito in natura em São Miguel Arcanjo, SP
O material estava em uma casa no bairro Justinada. 
Do G1 Itapetininga e Região

Mil e quinhentas unidades de palmito in natura foram apreendidas em uma casa em São Miguel Arcanjo (SP) nesta segunda-feira (14). Os produtos estavam em uma casa no bairro Justinada. De acordo com a Polícia Militar Ambiental de Itapetininga (SP), o local foi descoberto após denúncia anônima. O palmito da espécie Jussara, que está ameaçada de extinção, estava dentro de um carro estacionado na residência. A PM acredita que os criminosos iriam levar o material para outro local onde seria processado para conserva. Ainda de acordo com a polícia, o vegetal provavelmente teria sido extraído do Parque Estadual Carlos Botelho. Os suspeitos fugiram.