sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

BAIRRO DA FERREIRADA


Nossa Senhora das Graças protege os seus moradores.

Um dos primeiros comerciantes do Bairro foi Nestor Nunes Vieira, possuidor de um armazém.
Localizada sobre o Rio Guarupu, a principal ponte do lugar, com seus dez metros de comprimento, foi inaugurada em 05 de outubro de 2.001.
Nesse bairro tiveram armazém de secos e molhados o Mateus Ponciano e o Benedito Moisés.
Quem nasceu nesse Bairro foi o senhor Lindolfo Ferreira aos 16 de fevereiro de 1.929.
Era filho de João Martins Ferreira, negociante durante muito tempo no Bairro do Rincão.
Faleceu em 27 de novembro de 2.005 quando desfrutava de sua aposentadoria, depois de muitos anos trabalhando na Prefeitura de São Miguel.
Antigo morador no Bairro o senhor Gentil Tomaz, filho de Aparecida Moises Tomaz e Alcides Tomaz, hoje residentes em Sorocaba.
Gentil nasceu no dia 13 de fevereiro de 1.953.
E conforme ele nos relatou, lá também residiram Benedito Moisés, irmão de Aparecida Moisés e, portanto, seu tio, e Mateus Ponciano.

BAIRRO DOS TAMANDUÁS


Lá residia um palmiteiro de profissão, Gabriel Fernandes, que era casado com Gertrudes do Rosário. 
Foi esse casal que realizou, com a ajuda de Cassiano Vieira, a primeira festa de São Gonçalo de Amarante no bairro, no ano de 1.923, ao tempo do capelão Gerônimo‘Pisca-pisca’. 
Os cantadores convidados: Inácio Dias, Joaquim Caolho, Maneco Leão, Porfirinho e sua sobrinha Genoveva de Jesus. Para quem não conhece a história, São Gonçalo era um frade português, tocador de viola. 
Na Freguesia onde se instalava a sua paróquia, certa época, o pecado da prostituição tomou proporções violentas. 
O que ele fez? Começou a sair à noite com sua viola para chamar a atenção do mulherio, fazendo com que dançassem a fim de esquecer da luxúria. 
Quando o frade faleceu, as mulheres continuaram fazendo interpretações as mais diversas das suas cantorias já populares. A santidade do frade, finalmente, foi reconhecida, pois os milagres começaram a aparecer. 
O culto a esse frade foi trazido pelos colonizadores do Brasil em 1.718. 
Geralmente a festa acontece no dia 6 de janeiro e se destina a pagar promessas.


BAIRRO DOS ROSAS


Onde fica?
Nesse Bairro, o turco Jorge Elias José possuia uma carvoaria.

BAIRRO DOS MORAIS


O CAMINHO DA FÉ



Em nome da fé, o que buscam os peregrinos que existem desde que o mundo é mundo? 
Com certeza, procuram respostas às tantas e tantas questões não resolvidas com relação ao Criador do Universo. 
O que fez Maomé em nome da fé? Obrigou seus fiéis a visitarem Meca e Medina.
A felicidade, a saúde e a longevidade são encontradas pelos indus nas águas do Rio Ganges.
Abrão saiu da Caldeia em busca de Canaã, a Terra Prometida. 
Durante quarenta anos, Moisés caminhou com seu povo.
Para encontrar-se com Deus no monte Horeb, Elias atravessou um deserto. 
E o que fez Davi? 
Foi peregrino em sua própria terra. No Bairro dos Morais, a cerca de 22 quilômetros da cidade de São Miguel Arcanjo, a mais de 30 quilômetros do centro do município de Capão Bonito e a uns 8 quilômetros do Bairro de Taquaral, existe um lugar sagrado, um sacrário. 
De um lado, o Ribeirão dos Morais ou dos Pios, de outro, o Rio Taquaral, de um outro lado, a Estância Rio Taquaral e as terras que antes pertenceram a um senhor chamado Boaventura.
Todo primeiro dia de maio, uma pequena multidão de fíéis visitam a capelinha de Santa Cruz, localizada em meio a uma vasta plantação às vezes de feijão, às vezes de milho.
É gente pagando promessas, pedindo bençãos, orando, entoando cantos. É gente chegando pela primeira vez.
São rezadores e festeiros apressados.
São novos mastros sendo elevados, porque os dos anos anteriores devem ser destronados já que as intempéries do tempo acabaram por arruinarem todo o material. 


A ORIGEM 


Há mais de dois séculos, ali mesmo onde hoje se acha instalado o altar dedicado à Santa Cruz, já havia uma cruz fincada no meio da mata virgem.
Quem estaria enterrado ali?
Alguns arriscam afirmar que poderia ser algum tropeiro que foi morto durante a viagem.
Outros acreditam ser de alguma escrava ainda menina que, desvirginada pelo mau patrão, cortou o próprio pescoço, sangrando até morrer.
E outros ainda acreditam fortemente na lenda da criança morta em consequência da mordedura de cobras.
E ali é mesmo um santuário de cobras: muitas cobras habitam o lugar.
Aconteceu que algumas pessoas, com o tempo, foram cultuando o local e tornou-se comum ali serem enterradas crianças prematuras que nasciam mortas. 
Um século mais tarde, começaram a haver visitações e as rezas a Santa Cruz tornaram-se anualmente frequentes.
Os proprietários Bento Eugênio de Toledo, depois seu filho, João Bento, descendentes do Tenente Urias Emigdio Nogueira de Barros, resolveram ali construir uma capela. Feita de barro, era coberta com telhas de cocho fabricadas por uns velhos escravos. Tão pequena, a princípio não abrigava mais de cinco pessoas. Devotos de São Bento, os proprietários decidiram que o patrono da capelinha dedicada à Santa Cruz seria o mesmo São Bento, o que livra das cobras, tal qual a trovinha conhecida: 

"Meu São Bento, água benta,
Jesus Cristo no altar. Cobrinha, baixa a cabeça 
Para este cristão passar".


Nessas festas, oferecem-se flores, lembrancinhas em intenção das crianças e um licor que é passado de festeiro a festeiro, além de um estupendo churrasco, bolos, refrigerantes,etc.
Anualmente, cerca de quatro festeiros se revezam e se responsabilizam pelo recebimento de fiéis.
Há um festeiro para a bandeira, outro para o mastro e dois outros, rezadores. Os festeiros do ano é que escolhem os próximos festeiros, passando-lhes um brinde.
Como se fora uma senha.
Antigamente, o brinde era uma garrafinha de licor.
Hoje, a capela foi ampliada, cabendo nela umas cem pessoas.
Os bancos foram doados pela senhora Ana Nogueira.
A imagem de São Bento foi doada por Alice Nogueira.
Durante o ano todo, a capela permanece fechada; só vem nela rezar os proprietários das terras.
São eles que durante o ano todo carpem ao redor, lavam e limpam o altar, trocam as flores.
São os irmãos João e Pedro Eugênio dos Santos.
A bandeira tem que ser trocada a cada ano; o festeiro pode pintá-la como quiser, mas jamais deve esquecer da santa cruz.
Ali não há banheiro, nem energia elétrica ou água encanada, mas cada encontro é uma grande festa.
Muitas pessoas de fora também visitam o local. 
E são tantas as pessoas que comparecem a esse encontro da fé que acontece todo dia 01 de maio, que já mereceria figurar no calendário turístico da região.


BAIRRO DAS AREIAS


Na década de 60, lá pagavam seus impostos o senhor Matheus Ponciano Ribeiro, proprietário de um armazém, e Saburo Yaginuma, de uma carvoaria.

BAIRRO DOS PAULOS


Esse Bairro fica a 12 quilômetros da sede do município de São Miguel Arcanjo.
Na década de 60, João Ruivo era comprador de gado e Kioshi Kuramoto possuia um armazém, e por isso pagavam impostos.
No ano de 1.987, a professora da escola do Bairro levou seus doze alunos para visitarem a Padaria e Vaca Mecânica Municipal.
Lá ficaram sabendo como é que o leite tomava sabores de morango, de chocolate, etc.
Também visitaram os prédios da Delegacia e do Fórum, onde ficaram sabendo sobre o funcionamento dessas instituições. 
Na Prefeitura, entrevistaram o então prefeito Policarpo Torrell Neto. A aluna Renata Aparecida dos Santos reivindicou ao mesmo que o banheiro da escola fosse reformado.

BAIRRO DA FORQUILHA

Lá nasceu Gabriel Fernandes, avô de Maria Olímpia de Jesus que foi criada pela Família Válio e veio a tornar-se membro efetivo da mesma ao casar-se com Luiz Válio Júnior.




Veja no mapa o Bairro onde fica: a parte verde no mapa refere-se ao Parque Estadual Parque Botelho.
Já Forquilha está pintado com lápis verde- claro no mapa.
Fica bem no centro do mesmo e, junto com os Bairros Turvinho e Guararema formam uma área triangular.